O EXEMPLO DADO PELA REFORMA PROTESTANTE

No dia 31 de outubro, cristãos protestantes do mundo inteiro celebram um fato que logo mais daria início a um dos fatos mais importantes da história: a Reforma protestante. Em 31 de outubro de 1517, Lutero publica nas portas da icônica catedral católica de Wittemberg, na Alemanha, as todas as suas 95 teses questionando a soberania papal, a venda indulgência e também a salvação pelas obras. Em seguida, Lutero foi chamado na hoje tão conhecida Dieta de Worns em 1521 para negar tudo o que ele havia escrito ou então seria excomungado da comunhão católica, foi quando o grande reformador soltou: “A menos que eu seja convencido pelas Escrituras e pela razão pura e já que não aceito a autoridade do papa e dos concílios, pois eles se contradizem mutuamente, minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Eu não posso e não vou me retratar de nada, pois não é seguro nem certo ir contra a consciência. Deus me ajude. Amém.”, sintetizando assim todo o pensamento expresso na Sola scriptura (Somente as escrituras).

O ato de Lutero influenciou tantas outras pessoas de modo que toda a Europa passou a ser assombrado pelo fantasma da Reforma protestante e logo mais,  o mundo inteiro. Pessoas como o próprio Lutero, Calvino, Huss, Zuínglio e também movimentos como os dos valdenses, os cátaros e também os protestos de John Wycliff passaram a questionar conceitos outrora passados pela dominação católica e então algo lindo aconteceu: a descoberta de verdades bíblicas encobertas pela cortina do tradicionalismo religioso católico do século XVI.

A Reforma protestante foi protagonizada por pessoas corajosas que sabiam que a verdade deve ser defendida a todo custo independente de qualquer circunstância (“A paz se possível, a verdade a qualquer custo”, Lutero). Elas sabiam a seriedade e a verdade inflexível das Escrituras e elas também entenderam que verdades bíblicas são superiores a qualquer tradicionalismo humano e que elas precisam ser defendidas. Que grande exemplo? Neste aspecto, os reformadores nos ensinam que aquilo em que cremos jamais deve ser negociado ou flexionado, mas deve ser levado a sério e só, independente do que possam dizer. Estamos fazendo isso?

Contudo, apenas defendemos aquilo que conhecemos e é exatamente aqui que está outra lição com a Reforma protestante: o conhecimento da máxima revelação teocêntrica. A partir de tal conhecimento e também de uma espiritualidade profunda foi possível trazer a tona o que está encoberto. Aquilo que se ama se conhece também? Estamos preocupados em conhecer o Criador para poder revelar as Suas tão maravilhosas verdades para o mundo inteiro?

É importante destacar ainda que quando se veste a camisa, as pedradas de Estevão também veem. Não foi diferente com os profestas, com Cristo, com os apóstolos e também com os reformadores. Talvez tenhamos medo em defender aquilo que a nós foi revelado, mas quando vemos a história da santíssima Igreja notamos que o sofrimento por defender a verdade é inevitável, é marca registrada. Pois é o Cristianismo não é uma religião de paz. Isso somente os eleitos entendem e são corajosos para aplicar concretamente na vida.

Mais do que um conhecimento teórico e também abstrato, a Reforma protestante não dá uma visão panorâmica do que genuinamente é ser uma cristão, um defensor de Deus e de todas as Suas maravilhosas verdades em um mundo que jaz no maligno. Conhecer a Reforma implica em ações práticas em nosso dia a dia, em nossa espiritualidade, no combate aos hereges, na espiritualidade.

Sola Scriptura;

Soli Deo Gloria!

SOBRE A REFORMA PROTESTANTE LEIA TAMBÉM:

Minha Vida cristã – A Reforma protestante e o movimento evangélico brasileiro (por Lucas Freitas);

Voltemos ao Evangelho – A história da Reforma protestante (Editora Fiel)

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