A NECESSIDADE CRISTÃ DA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.”  (APC. 04:11)

“Cuidar do meio ambiente é, para mim, um compromisso de vida, um ministério. Não um ministério no sentido eclesiástico ou teológico, mas um ministério que tem suas raízes no Cristianismo.” (Marina Silva)

O texto bíblico acima nos informa que tudo o que há no planeta Terra é criação de Deus, logo, os mares, os animais (incluindo os seres humanos), as rochas, os vegetais, enfim, o meio ambiente é criação de Deus.

Vivemos em tempos onde uma das pautas sociais que mais está em destaque é o ativismo em favor do meio ambiente, em favor da natureza. Contudo, o que é visto é que pouco destes movimentos não é de iniciativa cristã, o que não é normal (e nem aceitável). Partindo da ótica que Deus criou todas as coisas, ou seja: todo o planeta e tudo o que nele existe (“pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. – Hb. 11:3), é mais que coerente compreender que também é responsabilidade dos cristãos e de todos os seres humanos cuidar daquilo que Deus criou. Conforme a própria Marina Silva, cuidar do meio ambiente “tem suas raízes no Cristianismo.” Cuidar do meio ambiente também faz parte da missão cristã.
É possível compreender isto, pois a Palavra de Deus nos afirma que uma das responsabilidades que Deus imputou ao ser humano quando o criou foi de cuidar de toda a criação divina:

“E Deus os abençoo e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn. 01:28)

“Tomou, pois o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Havendo, pois o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, trouxe-os ao homem, para ver como estes lhe chamariam; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles.” (Gn. 02:15;19)

Como é possível notar, por intermédio dos Escritos Sagrados, quando Deus criou o mundo, o jardim e todos os seres viventes, o Pai entregou ao ser humano a inteligência superior, para que este cuidasse e preservasse de toda a obra da criação divina. Logo, é possível compreender que é uma ORDEM de Deus cuidar de sua maravilhosa obra. Trata-se do tão conhecido Mandato Cultural de Deus ao ser humano. O Criador subjugou a Terra o ser humano, mas sem abrir mão de Sua soberania, a fim de que o trato do ser humano para com a Sua criação O glorificasse integralmente. 

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Para Marina Silva,  “cuidar do meio ambiente é um compromisso de vida, um ministério. Não um ministério  no sentido eclesiástico ou teológico, mas um ministério que tem as suas raízes no Cristianismo.”

Deus criou a Terra e tudo o que nela há para que por meio de sua criação Ele fosse adorado. Eis aqui mais uma razão pela qual o cuidado pelo meio ambiente deve fazer parte da vida da nova criatura: Deus, por meio da natureza, de Sua criação, revela-nos a Sua maravilhosa existência e é um dos maravilhosos meios pelo qual, nós, seres humanos, possamos conhecê-lo e chegar à conclusão de Sua maravilhosa e também real existência. O saudoso apóstolo Paulo fez questão de enfatizar isto em seu encontro com os moradores de Atenas, na Grécia, berço de toda a filosofia ocidental:

 

“De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da Terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós.” (At. 17: 26-27)

Destaque para o fim do versículo 27: “para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós.” Como buscamos e achamos Deus tateando? É lógico que aqui há uma clara referência à criação de Deus. De acordo com a Bíblia, a criação de Deus nos leva a conhecê-Lo e reconhecê-Lo. Em sua carta aos Romanos, Paulo reforça a verdade divina:

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como o Seu poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.” (Rm. 01:20)

Há aqui o seguinte raciocínio: a criação divina deve ser cuidada e preservada, pois é a mais genuína manifestação da glória e da grandeza de Deus. É possível reconhecer Deus através de Suas obras, através da natureza. Assim, os seres humanos tornam-se indesculpáveis ao não reconhecerem, pois já possuímos provas suficientes para reconhecer Deus. Ele próprio se preocupou nisso. Assim, preservar natureza, torna-se um ato de adoração e obediência, pois assim Deus é reconhecido e a Sua ordem dada desde o ponto primordial da criação é obedecida.


Certa vez, eu tive o privilégio em participar de um encontro que foi promovido por um grupo cristão defensor da justiça. No encontro foi discutida a ação dos agrotóxicos na saúde humana, relacionando tal produto com a criação divina. Em determinado momento um dos palestrantes disse: “Os cristãos não pode se calar com a catástrofe ambiental contemporânea que é provocada pelos próprios homens. Uma vez sendo conhecedores da verdade e sabendo que a natureza é criação de Deus devemos ter uma postura que obedeça a vontade divina da preservação ambiental e não permitir que mexam e destruam a propriedade do nosso Pai. Devemos dizer: Parem de denegrir a obra de Deus! Parem de poluir a terra, o mar, o ar, a vegetação. Isto é propriedade de nosso Pai! É a criação de Deus. Devemos nos preocupar com o que estamos fazendo com a criação de Deus e refletir sobre a Sua vontade em nossas vidas.” Tal questionamento é, assim, perturbador. De fato, compreendemos que Deus criou todas as coisas. Deixaremos que destruam a Sua maravilhosa criação que é a demonstração de sua tremenda glória a nós, se é a nossa responsabilidade cuidar dela?
As ordens de Deus sobre a preservação de Sua maravilhosa criação não foram dadas por ele tão somente no sublime ato da criação. No Pentateuco encontramos diversas resoluções divinas que defendem a vida e sua criação:


 “Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e mãe sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; deixarás ir, livremente, a mãe e os filhotes tomarás para ti, para que te vá bem, e prolongues os teus dias. Quando edificares uma casa nova, far-lhe-ás, no terraço, um parapeito, para que nela não ponhas culpa de sangue, se alguém de modo algum cair dela. Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente que semeaste e a messe da vinha.” (Dt. 22:06-10)


Nessa referência, Deus dá as seguintes orientações:
01 – Se fosse encontrado em algum lugar um ninho de pássaros com os ovos e sua mãe, que eles fosse cuidados e que fossem deixados livres. Aqui temos Deus cuidando e também preservando a vida, além de ele estimular o povo a também cuidá-la;
02 – Deus também recomenda que fosse construído um parapeito nas construções para evitar acidentes. Deus cuidando e preservando a vida de suas criaturas. Deus defendendo a segurança no trabalho. Impressionante é que tal recomendação é tal atual. Até hoje os tapumes  em construções civis ainda são utilizados para evitar acidentes. Invenção, providência e também proteção divina!
03 – Deus ainda recomenda que as sementes não fossem denegridas para não acabar com toda plantação.

Deus também se preocupa com o meio ambiente, pois é a Sua criação! Em Levítico 25, nós encontramos a ordem de Deus para cuidar da terra, dando-lhe um tempo de descanso (e hoje se sabe que tal descanso faz-se bastantemente necessário em qualquer plantação):


 “Disse o Senhor a Moisés, no monte Sinai:
– Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrares na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao Senhor. Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos.
Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra; um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não colherás; ano de descanso solene será para a terra. Mas os frutos da terra em descanso vos serão por alimentos, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo; e ao te gado, e aos animais que estão  na tua terra, todo o seu produto será mantimento.” (LV. 25:01-07)


Nessa passagem Deus não somente manifesta a Sua preocupação com o meio ambiente, mas também ordena ao Seu povo que cuide da Criação. Louvado seja o nome do Senhor!


Na Bíblia ainda temos o grande exemplo de Abraão que promoveu uma plantação ao participar da orientação divina:

 

“Plantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o nome do Senhor, Deus Eterno.” (GN. 21:33)

 

Glória a Deus! Abraão renovou os seus votos com Deus e plantou tamargueiras. Plantou tamargueiras!! Abraão plantou tamargueiras pois se preocupou com as gerações subsequentes, assim como Deus preocupa-se com a manutenção da vida!

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Tamargueira

CONCLUSÃO:
Deus ao criar a Terra, incumbiu o ser humano para cuidar dela. Faz parte de missão cristã cuidar das obras divinas, pois elas são a manifestação da glória de Deus e um dos meios pelos quais os seres humanos possam chegar ao Seu pleno conhecimento. Que todos nós venhamos assumir a nossa missão de também cuidar do meio ambiente, cuidar e defender a glória de Deus, a sua maravilhosa propriedade e presente para nós que garante as vidas! Preservemos o meio ambiente não jogando lixos nas ruas, não desmatando desnecessariamente, consumindo alimentos legitimamente orgânicos e naturais, defendendo a vida, não poluindo os mares. Cuidemos da criação de Deus! Cuidemos da natureza. Defendamos a glória de Deus!


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