SE EU FOSSE DISCURSAR PARA O POVO FRANCÊS

O indivíduo mais fantástico que já esteve entre nós, com toda a certeza foi o filho de Maria, Jesus Cristo. Mesmo que você já seja adepto de uma religião que não seja o Cristianismo ou não seja religiosa ou religioso, ou mesmo que você não creia sequer Ele exista, você há de concordar que ele foi um ser humano incrível, ou pelo menos que são histórias ímpares.

Uma destas histórias fala sobre o momento que o autointitulado Filho de Deus é covardemente torturado publicado e acaba cruelmente morto. Injustamente morto. Contudo – e graças a Deus por isto – três depois ele ressuscita. Conversa com amigas e amigos, repreende algumas pessoas, come e, finalmente, Ele volta para Céu prometendo voltar mais uma única vez.

Sei que os tempos são difíceis… Muitas e muitos de vocês perderam familiares, amigas e amigos. De minha pátria foram feitas algumas vítimas. O riso foi transformado em pranto pela desalinhamento de alguém. Contudo, penso que a melhor maneira de superarmos tal momento é repetirmos o que Cristo fez antes.

O Seu assassinato foi um momento sombrio. Significou que uma mãe perdia o filho na sua frente e incapaz, nada pudia fazer. Aqueles doze homens que o acompanharam presenciaram a sua morte, com um o negando e outro o traindo. Por causa daquela morte, lágrimas foram abundantemente vertidas, o céu escureceu. Penso que nunca houve tamanha comoção pública. Do outro lado, uns injustos satisfaziam-se. Não estavam nenhum pouco interessado no sofrimento alheio que elas e eles causando estavam. Os dias que se seguiram foram de luto coletivo.

Mas na manhã de domingo a alegria voltou. A pedra do túmulo fora removida: o morto houvera ressuscitado. No reencontro, a vida volta ao triunfar. As lágrimas agora são de alegria, um alívio único toma de conta daquelas pessoas. A mãe pode reencontrar o seu filho tão querido, abraça-lO, beijá-lO. No fim, há a felicidade.

Francesas e franceses, ouça: os tempos são de luto sim! Choramos pelas crianças mortas, pelas pessoas que ainda se encontram hospitalizadas, pelas pessoas que foram atropeladas e mortas. Sei que agora vocês enterram os seus filhos, filhas, amigas e amigos, familiares, pessoas queridas. Eu sei que agora o desespero é devastador, uma parte de você foi amputada. Não posso ficar insensível ante o seu sofrimento.

Mas peço que reajam. Peço que logo vocês se alegrem. As flores deixadas em homenagem representam o renascimento da vida em toda a sua beleza e capacidade. Por favor, francesas e franceses: reajam!

Apeguem-se à vida. Apeguem-se a quem vocês amam e amam vocês. Vejam que Ele faz que o Sol ainda brilha. Brilha sobre justos e injustos. Vejam que os dias  insistem em ressurgirem. Vejam que vocês tem saúde e estão de pé.Deem valor à vida, a exaltem em detrimento da morte. Que assim como na Crucificação, o sofrimento de ontem dê lugar às vitórias de hoje.

Mas eu ainda peço que vocês se revoltem! Revoltem-se sim, com toda a ousadia e violência com todas aquelas e aqueles que continuam lhe fazendo mal. Que as armas delas e deles não sejam maiores que as armas de vocês. Que aqueles que vocês escolherem para lhe defenderem cuidem de vocês com o respeito e também toda a consideração que vocês merecem e precisam agora. Não deixem de cobrar, não deixem de lutar, sejam as heroínas e heróis de suas próprias histórias.

No mais: felicidade e resistência ao povo francês. Honrem a vocês mesmos e aos seus antepassados e permitam que a vida volte a seduzir vocês com a sua beleza única. Força e vida, povo francês!

Natanael de Costa,

um intercessor por vocês e alguém que de outro país que sofre a dor de vocês.

 

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