O ORIGINAL NÃO SE DESORIGINALIZA

Por Everton Rocha

Há alguns dias atrás, li um livro sobre o amor, mais especificamente o romântico, que era muito ruim, não vou mencionar o título e o autor (o autor é conhecido meu) para não me complicar, mas era muito ruim. Fiquei reflexivo, ao mesmo tempo que a nossa sociedade ridiculariza a fidelidade, o romantismo e o casamento ela anseia pelos mesmos. A maioria das pessoas simulam o amor verdadeiro, o casamento e até mesmo a família, ao mesmo tempo que zombam dos valores cristãos.

Tudo que é bom e verdadeiro permanece, assim como é tudo o que Deus criou. Em um mundo pós-queda nada é novo, todos aqueles que zombam do cristianismo não conseguem ser originais, apenas imitadores. Deus criou o casamento heterossexual e monogâmico e por conseguinte a família, mas depois do deslize do primeiro casal, surgem as imitações. A mídia ridiculariza o casamento mas crucifica qualquer um que se atreva a criticar os casamentos entre homossexuais; ridiculariza a família, mas ai de quem se atreva a criticar os novos conceitos de família.

Não há originalidade, casamento e família permanecem, ninguém cria algo novo, apenas se tornam parasitas daquilo que já existe. Só é possível relativizar aquilo que é absoluto. Toda tentativa de varrer os valores cristãos tem sido fracassada, embora a adesão da maioria não seja sinônimo de vitória. Todos querem ser como Deus, criadores originais que através da palavra possam trazer a existência aquilo que não existe, quando não passam de surdos que não querem ouvir o eco do único Criador.

Em tempos de amor líquido, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, nada como um amor sólido, vindo de um Deus que é amor e portanto a fonte última do mesmo. Ninguém pode amar de verdade sem Deus, pois é dele que fluem todas as virtudes que tornam possível um casamento ou uma família. Sem Deus, criamos cópias baratas do amor, casamento e família e fingimos estarmos felizes para esconder o fracasso. O lugar dado à família em uma sociedade determina o grau de decadência da mesma. Pois é, se os valores cristãos referentes ao casamento e a família tão fossem ruins quanto afirmam os seus detratores, não teria tanta gente querendo imitar.

 


SOBRE O AUTOR:

Everton Rocha é formado em teologia pelo Mackenzie – SP, é pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista em Xique-xique na Bahia. Estudante de história e Viciado em livros. O texto acima foi publicado originalmente no Portal Achando Graça e pode ser visualizado aqui.

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